Gripe aviária H7N9 poderá se transformar em pandemia, aponta estudo


O segundo surto da gripe aviária H7N9 na China pode ter potencial para se transformar em uma pandemia, a menos que se estabeleçam as medidas de controle necessárias, indica estudo publicado pela revista britânica "Nature".
A nova epidemia do vírus, que causou mais de 100 mortes entre humanos, se espalhou através dos mercados de aves vivas da China e, por isso, poderia se estender para outros países caso não haja iniciativas para combatê-la.
O estudo, liderado por Yi Guan, da Universidade de Hong Kong, identificou um grande número de variantes genéticas nos frangos de criados em todo país, provavelmente devido ao movimento das aves nas rotas comerciais.
"O H7N9 é um novo tipo da gripe aviária gerada por uma recombinação entre os vírus dos patos domésticos e os da gripe H9N2 que circulavam nos frangos", explicou à Agência Efe o cientista.
O segundo surto do H7N9, que começou no final de 2013, registrou 310 contágios entre humanos e mais de 100 mortos, o que representa mais do que o dobro de vítimas em relação ao primeiro.
A equipe de pesquisadores estudou a evolução e a propagação do H7N9 para entender como o vírus ressurgiu, como poderia se desenvolver e ameaçar à saúde pública.
"Temos realizado uma vigilância da gripe aviária e da rotina das aves nos mercados de 15 cidades em cinco províncias da China", explicou Guan, pedindo medidas de controle para conter a propagação.
Para os cientistas, o comércio de aves vivas deveria ser interrompido na China. Além disso, eles propõem a proibição do transporte inter-regional de animais durante o surto.
"Se deve evitar a exposição ou o contato com frangos vivos, já que o vírus não mostra sintomas nesse tipo de aves. Não dá para saber quando o animal está infectado", disse Guan.
Até o momento a gripe aviária H7N9 afeta somente a China, mas pode chegar em outros países caso as autoridades continuem permitindo a propagação.
A Organização Mundial de Saúde define como "preocupante" a doença causada pelo vírus H7N9, considerado como grave na maioria dos casos de contágio registrado em humanos.
Foram registrados no ano passado na China os primeiros contágios no mundo entre humanos de três variantes da gripe aviária: H10N8, H6N1 e H7N9, a mais mortífera entre elas.
Fonte: Revista Galileu
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