Big Bang e antimáteria: experimento subatômico pode ter respostas



Duas equipes de cientistas, separadas pelo Oceano Pacífico (uma no estado de Minnesota, nos EUA, e outra em Ibaraki, no Japão), fizeram estudos que se complementam e dão um novo passo para entender a evolução do universo. Basicamente, eles descobriram uma partícula subatômica que pode se transformar em outra, o que constitui um fenômeno raro cuja explicação ainda divide os cientistas.
Você já ouviu falar de léptons? Quem entende de física nuclear pode explicar que léptons são partículas subatômicas, de massa quase insignificante, que podem ou não ter carga elétrica. São divididos em múon, tau, e no bom e velho elétron (estes têm carga menos 1), e seus respectivos neutrinos (partículas de massa ainda menor, que estão associados as outras, mas possuem carga neutra).
Pois bem, os cientistas já haviam, no passado, conseguido algumas transformações entre essas partículas. Já transformaram neutrinos de múon em neutrinos de tau, e neutrinos de elétron em neutrinos de um dos outros dois. Mas ninguém havia conseguido transformar qualquer coisa em um neutrino de elétron. Dessa vez, parece que esse objetivo foi atingido.
Para conseguir a façanha, os cientistas americanos usaram dois laboratórios. Um na Alemanha, outro nos EUA, ambos especializados em aceleração de partículas. Da Alemanha, lançaram um feixe de partículas múon que percorreu a distância em cerca de quatro centésimos de segundo. O raio atingiu, em Minnesota, uma pequena maquininha de 5 toneladas que serve como receptor. Quando alcançaram o destino, as partículas não eram mais múons, e sim elétrons.
E que consequências esse experimento pode ter? De maneira geral, as partículas subatômicas estão relacionadas com a teoria do Big Bang, que seria o evento criador do universo. Isso porque os neutrinos, que são as partículas “mutantes” em questão, são os componentes básicos da antimatéria, que é um conceito-chave na teoria do Big Bang.
Descobrir o motivo pelo qual os neutrinos de múon podem virar neutrinos de elétron responderia a uma importante questão: porque há muito mais matéria do que antimatéria no universo? A solução para esse enigma permanece em aberto.[MSN]

Fonte: Stephanie D’Ornelas / http://hypescience.com

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About Henrique Halbercone

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